sexta-feira, 26 de junho de 2009



Blog Criado pelos alunos
do
Colégio Estadual Professor Ivan Pereira de Carvalho
3º ano do Ensino Médio Turma: "E"
Seminário "O Cortiço"
-Uma Obra para todos os tempos-

Professor : Valmendes Bandeira
Equipe: Anderson, Bruno, Cintia, Charliane, Emanuelly,
Francisco, Jonas, João, LuizCarlos,
Mirlene,Orlanilda,Rafael,Rodrigo,Vanessa


Sejam Bem vindos ao nosso Blog!
“O cortiço é uma obra ímpar. Onde os acontecimentos não apresentam-se apenas como simples fatos. São diversas questões que nos levam a pensarmos nas ações humanas e nas divisões sociais.
O livro nos reflete a realidade brasileira, que são atuais, como a imensa desigualdade. Não é apenas história do passado, é uma obra para todos os tempos.”
(A equipe)

Cordel
Seminário "O cortiço"
Momentos jamais esquecidos

Amigos do nosso blog
Falo com satisfação
Do seminário "O cortiço"
Um trabalho de emoção .

Uma viajem na literatura
De um romance naturalista
Apresentando muitas teses
E a exploração capitalista .

Aluisio de Azevedo
Foi um grande escritor
Mostrando a realidade
Em uma obra de valor .

Um valor que nos despertou
Novos meios de explanação
Um seminário diferente
Mostrando nossa visão .

O professor Valmendes Bandeira
Foi de grande contribuição
Aplicando um seminário
Que nos deu satisfação .

E juntos unidos
Em prol da Educação
Colocamos nossas idéias
Demos asas a imaginação .

Charliane nos mostrou
A sua criatividade
Fez as roupas do cenário de "o cortiço"
  Mostrando capacidade.

No painel do nosso slogan
Descobrimos um artista
Parabéns ao nosso pintor
Meu amigo João Batista .

Emanuelly nossa amiga
Mostrou sua competência
Demonstrou habilidade
E tamanha eficiência .

Cintia Lima também
Fez o sonho acontecer
Com sua extrema coragem
E vontade de vencer .

Nossa querida Vanessa Sousa
Além de sua energia
Foi de mera contribuição
Nos passou muita alegria .

O amigo Jonas Ermelino
Além de intelectual
Foi o apresentador
Do documentário genial .

Nosso amigo Rodrigo
Com esforço e determinação
Ajudou a colocarmos
A idéia em ação .

E o que dizer do Anderson
Nem pensava em brincadeira
Estudou bastante
Mostrou caratér de primeira .

E se falar do Bruno
Já lembro superação
Cheio de muita vontade
Contribuiu nesta missão .

Missão que Mirlene
Também ajudou a construir
Foi nossa apresentadora
E não deixou de persistir .

E o que dizer de Luiz Carlos
Jamais pensou em desistir
Teve sempre compromisso
E coragem para agir .

Rafael Ferreira
De todos momentos participou
Ajudando a construir
Um seminário que marcou .

E se lembro do que marcou
Lembro até da reportagem
Com nossa Repórter Orlanilda
Cheia de muita coragem .

E eu, Francisco Sousa
Concluo esse cordel
Relembrando grandes momentos
Passados para o papel .

Além do aprendizado
Vivemos grande emoção
Momentos inesquecíveis
Pra sempre no coração .


Agradecimento a Equipe

Quando sonhamos juntos , podemos alcançar os objetivos.
Eu sonhei, nós sonhamos, acreditamos, lutamos e colocamos em prática.
O seminário " O Cortiço Uma obra para todos os tempos", foi prova de que a união faz a força.
Que quando todos se unem em prol de uma mesma coisa, podemos fazer coisas maravilhosas.
Todos temos capacidade para mostrar o melhor de nós.Agradeço primeiramente a Deus, e segundo a equipe que soube compreender o nosso maior objetivo, que foi exatamente aprender.
Espero que cada um continue mostrando sua capacidade, independente de estarem conosco ou não.
Que esse seminário tenha sido uma porta aberta para os talentos que até então estavam guardados, e que todos continuem trilhando caminhos cheios de sucesso.
Que jamais se enfraqueçam e deixem de lutar, de querer ...
E que não se esqueçam que o conhecimento é algo para a vida inteira..
Obrigado a cada um de vocês..


Anderson, Bruno, Cintia, Charliane,  
Emanuelly, Jonas, João,Luiz Carlos,
Mirlene,Orlanilda, Rafael, Rodrigo,Vanessa .

Que fizeram do meu sonho, o nosso sonho...



Francisco Sousa

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Momentos antes do Seminário



Jonas,João e Vanessa




Cenário do Seminário "O cortiço"


Painéis



Slogan do Seminário
Pintado por João Batista

As meninas no cenário do seminário

Vanessa

Francisco


Cintia e Mirlene

Trailer do Filme O cortiço

video

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Slogans




Paródia

Paródia

“O cortiço”-Uma obra para além das gerações


Letra original: Quando é amor – SPC


Autor da Paródia: Francisco Sousa


O 3° “E” fala do valor

De uma grande obra

Que chama atenção

A pobreza de um lugar

Com vícios e até traição


A realidade é pra valer

De um meio social

Que não dar pra fingir

“O cortiço” Vai mostrar

Valores que irão sempre existir


O meio determina o homem

E o valor que tem

Mostrando que a ganância

Pode ir além

E que a luta pra viver

É sempre batalhar


No meio de vários conflitos

Histórias de amor

De um povo que se aceita seja como for

A obra de Aluisio

Tenta nos mostrar


É “o cortiço”

Uma obra assim

Que traz fascínio

Pra você e pra mim


Não é história

Só do passado não

São questões do presente

Em outra visão

Bastidores do Seminário

Uma parte da equipe depois de planejarem os acertos finais
do documentário
(15/06/09)


Conversando antes da gravação
do documentário
(15/06/09)

Momentos antes da gravação do documentário
(14/06/2009)

Parte da equipe reunida
( 13/06/09)



Os meninos da equipe,depois de um estudo
(13/06/09)


As meninas da equipe,depois de estudarem para o seminário
(13/06/09)




Ensaiando a paródia (11/06/09)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Dos Livros as Telas "O cortiço"

É uma obra narrada em terceira pessoa onisciente precursora dos problemas sociais que enfretamos hoje na sociedade, como o crescimento desordenado das favelas onde moram legiões de excluíudos cheios de vícios, e que apresenta toda a sorte de patologias sociais, um mundo doentio de traições sórdidas, violências sexuais, relacionamento lésbico e homossexual.



O Cortiço teve uma boa repercussão e percebemos sua qualidade e relevância para a história da literatura, pois acabou sendo levado às telas do cinema em duas oportunidades; a primeira em 1945, como comédia dirigida por Luiz de Barros; e a segunda como um drama sob a direção de Francisco Ramalho Jr., com Betty Faria, Armando Bógus e Mário Gomes. Abaixo um trecho do primeiro capítulo de O cortiço:

"João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro. Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjava-lha, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade. Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil-réis por mês, e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria. Um dia, porém, o seu homem, depois de correr meia légua, puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta. João Romão mostrou grande interesse por esta desgraça, fez-se até participante direto dos sofrimentos da vizinha, e com tamanho empenho a lamentou, que a boa mulher o escolheu para confidente das suas desventuras. Abriu-se com ele, contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades. "Seu senhor comia-lhe a pele do corpo! Não era brinquedo para uma pobre mulher ter de escarrar pr’ali, todos os meses, vinte mil-réis em dinheiro!" E segredou-lhe então o que tinha juntado para a sua liberdade e acabou pedindo ao vendeiro que lhe guardasse as economias, porque já de certa vez fora roubada por gatunos que lhe entraram na quitanda pelos fundos. Daí em diante, João Romão tornou-se o caixa, o procurador e o conselheiro da crioula. No fim de pouco tempo era ele quem tomava conta de tudo que ela produzia e era também quem punha e dispunha dos seus pecúlios, e quem se encarregava de remeter ao senhor os vinte mil-réis mensais. Abriu-lhe logo uma conta corrente, e a quitandeira, quando precisava de dinheiro para qualquer coisa, dava um pulo até à venda e recebia-o das mãos do vendeiro, de "Seu João", como ela dizia. Seu João debitava metodicamente essas pequenas quantias num caderninho, em cuja capa de papel pardo lia-se, mal escrito e em letras cortadas de jornal: "Ativo e passivo de Bertoleza". E por tal forma foi o taverneiro ganhando confiança no espírito da mulher, que esta afinal nada mais resolvia só por si, e aceitava dele, cegamente, todo e qualquer arbítrio. Por último, se alguém precisava tratar com ela qualquer negócio, nem mais se dava ao trabalho de procurá-la, ia logo direito a João Romão. Quando deram fé estavam amigados. Ele propôs-lhe morarem juntos e ela concordou de braços abertos, feliz em meter-se de novo com um português, porque, como toda a cafuza, Bertoleza não queria sujeitar-se a negros e procurava instintivamente o homem numa raça superior à sua...”

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Figuras vivas de "O cortiço"


João Romão: Taverneiro português dono do cortiço e da pedreira.Representa o lado capitalista da obra.Para o mesmo o acúmulo de dinheiro era de mera importância,para seu engrandecimento na vida.







Bertoleza: quitandeira, escrava,mora com João Romão. Trabalha bastante,luta e ajuda o mesmo na construção do cortiço.








Miranda :comerciante português. Principal opositor de João Romão. Mora num sobrado aburguesado, ao lado do cortiço.


Rita Baiana : mulata sensual e provocante que promove os pagodes no cortiço. Representa a mulher brasileira



Albino: lavadeiro e homossexual.







Estela :Esposa de Miranda trai o marido com caixeiros.



sábado, 20 de junho de 2009

Aluisio de Azevedo - Um mestre da literatura



Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (São Luís do Maranhão, 14 de abril de 1857 — Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913). Escritor, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro.

Biografia


Era filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Seu pai era viúvo e a mãe era separada do marido, algo que configurava grande escândalo na sociedade da época. Foi irmão do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo. Desde cedo dedicou-se ao desenho através de caricaturas e à pintura. Em 1876 viaja ao Rio de Janeiro, a fim de estudar Belas Artes, obtendo desde então sustento com seus desenhos para jornais. Com o falecimento do pai em 1879, volta para o Maranhão, onde começa finalmente a escrever. E em 1881, publica O Mulato, obra que choca a sociedade pela sua forma crua ao desnudar a questão racial. O autor já era abolicionista convicto. O sucesso desta habilita-o a voltar para a Capital do Império, onde escreve incessantemente novos romances, contos, crônicas e até peças teatrais. Sua obra é vista como irregular por diversos críticos, uma vez que oscilava entre o Romantismo açucarado, com cunho comercial e direcionado ao grande público, e outras mais elaboradas, pois deixava a sua marca de grande escritor naturalista. Feito diplomata, em 1895, serve em diversos países, inclusive o Japão. Chega finalmente, em 1910, a Buenos Aires, cidade onde veio a falecer menos de três anos depois.


Importância



A influência de Aluísio Azevedo são os escritores naturalistas europeus, entre eles, o mais importante foi Émile Zola. Através dessa ótica naturalista, capta a mediocridade da rotina, os sestros e mesmo as taras do indivíduo, uma opção contrária dos românticos que o precederam. -Quando jovem, fazia caricaturas e poesias como colaborador para jornais e revistas do Rio de Janeiro. Seu primeiro romance publicado foi: Uma lágrima de mulher, em 1880. -Fundador da cadeira número quatro da Academia Brasileira de Letras e crítico social, este escritor naturalista foi autor de diversos livros, entre eles estão: "O Mulato", que provocou escândalo na época de seu lançamento, "Casa de Pensão", que o consagrou e "O Cortiço", conhecido como sua obra mais importante. -Durante grande parte de sua vida, Aluísio Azevedo viveu do pouco que ganhava como escritor. Ao entrar para a vida diplomática, desiludido, abandonou a produção literária.